14/06 - Não há perspectiva de alta de juros para imóveis

(Do G1, em Brasília)

O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, disse nesta segunda-feira (13), após reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que não há perspectiva de uma nova rodada de aumento de juros para o crédito imobiliário por parte da instituição - principal financiador da casa própria no país.
Questionado por jornalistas se os juros poderiam subir novamente, ele respondeu: "de maneira alguma, nada disso". E acrescentou que o banco público está avaliando, neste momento, "outras formas de financiamento" imobiliário. "Eu já encomendei um estudo na direção da Caixa para a gente avaliar uma nova forma de conceder o crédito imobiliário", disse ele, sem dar mais detalhes.

Em março deste ano, a Caixa Econômica Federal informou que aumentou os juros para financiar a casa própria com recursos da poupança. Foi a primeira vez no ano que a Caixa subiu os juros para crédito imobiliário, após a taxa ter sido elevada três vezes em 2015. O aumento, informou o banco, foi "decorrente de alinhamento ao atual cenário econômico".

A saída de recursos da caderneta de poupança, uma das principais fontes de financiamento do crédito imobiliário no Brasil, tem afetado o financiamento da casa própria no Brasil. Isso porque, pelas regras, os bancos precisam destinar parte dos saldos da poupança (SBPE) para o crédito imobiliário. De janeiro a maio deste ano, mais de R$ 38 bilhões deixaram a poupança.

Minha Casa Minha Vida

O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, disse ainda que vai levar ao ministro das Cidades, Bruno Araújo, ainda nesta semana, a possibilidade de retormar cerca de 15 mil unidades habitacionais, que estavam paralisadas, do Minha Casa Minha Vida - programa que concede subsídios para a compra de imóveis para a população de baixa renda.
"No total, nós temos uma nquantidade de cerca de 78 mil unidades paralisadas em todos os contratos da Caixa, seja do FGTS, seja do Minha Casa Minha Vida, seja do [crédito rural]. Então nossa previsão é que tenhamos possibildade de retomar 15 mil unidades [do MCMV] que já estão praticamente prontas, negociadas e com preço. Para a gente fazer essa retomada e começar a alavancar a nova onda de absorção de mão de obra", declarou ele.
Caixa Seguridade

Occhi também reafirmou que pretende levar adiante a abertura de capital da Caixa Seguridade, que foi anunciada no ano passado pelo governo da presidente afastada, Dilma Rousseff, mas que não foi concluída por contas condições ruins do mercado.

"Vamos fazer só um abertura de capital (...) A gente não vai saber quanto é que vai fazer. Depende muito de mercado", afirmou o presidente da Caixa Econômica Federal a jornalistas.
Participação nas concessões


Gilberto Occhi afirmou ainda que tem conversado com o secretário de Investimentos do governo federal, Moreira Franco, para discutir como a instituição financeira pode apoiar no processo das concessões de projetos de infraestrutura ao setor privado.
"Nós vamos continuar [apoiando as concessões]. O papel da Caixa no governo federal está claro, mas vamos ter ainda uma reunião com o ministro Meirelles para afinar esse entendimento", concluiu ele.

No mercado de luxo, quem compra um apartamento leva jatinho
(Lisa Selin Davis, da Bloomberg - via Exame.com)

Houve um tempo em que piscinas cobertas, paredes de escalada, estações de banho para pets e salas de simulação de golfe eram amenidades que realmente ajudavam a vender um apartamento de alto padrão.Mas com a expansão do mercado do luxo após a crise financeira, as construtoras se viraram do avesso para subir a aposta, anunciando salas de cinema, adegas de vinho, quadras de bocha e concierges.Tantos edifícios passaram a contar com essas regalias que o mercado parecia uma grande confusão de complementos de luxo.

Na esperança de que os compradores não tenham se tornado completamente imunes às amenidades extravagantes, um novo empreendimento em Sunny Isles Beach, na Flórida, EUA, está oferecendo algo tão acima de tudo isso que chega, de fato, ao céu.Com cada apartamento adquirido no Aurora, de 61 unidades, os proprietários recebem uma adesão de um ano à JetSmarter. A empresa permite o fretamento de jatos privados por seus usuários em 170 países."Aqui é tudo muito competitivo, então por que não fazer algo realmente interessante?", diz Tim Lobanov, diretor-geral da Verzasca Group, a empresa de incorporação imobiliária do Aurora, com sede no sul da Flórida.Normalmente a adesão custa US$ 9.000 ao ano, por isso essa atração é um pouco mais suntuosa do que uma torradeira grátis -- ou uma sala de ioga.No Aurora, unidades com dois e três quartos são vendidas a partir de US$ 800.000, podendo chegar a US$ 1,5 milhão. Os tamanhos variam de 139 a 195 metros quadrados.

A JetSmarter oferece transporte gratuito aos seus membros nos EUA, de e para Los Angeles, Nova York e várias cidades da Flórida e do Texas, e às vezes eles também podem conseguir assentos gratuitos de último minuto para seus amigos e familiares que não são membros.Infelizmente, o Aurora não vem com sua própria pista de pouso. Ainda é preciso ir até o aeroporto, mas a JetSmarter pode levar você até lá de helicóptero.

O Aurora não é o único empreendimento que oferece acesso fácil a aviões privados.No bairro TriBeCa, em Nova York, os construtores do edifício localizado no número 111 da Murray Street formaram parceria com a Blue Star Jets para oferecer aos moradores acesso a um administrador de voos pessoais por meio de seu programa 25-Hour Sky Card para voos de última hora. Os moradores podem até mesmo escolher a comida e os filmes que querem ver quando estiverem no ar."Nosso público de compradores é realmente global", diz Emily Sertic, diretora de vendas do 111 na Douglas Elliman. "Temos clientes que voam o dia todo vindos de outros países para se encontrarem conosco".

O edifício só estará concluído no primeiro trimestre de 2018, mas os compradores podem sobrevoá-lo a 240 metros de altura, onde ficará algum dia o topo do edifício. Você ainda não pode usar sua varanda, mas pode voar perto de onde ela ficará.O Aurora, assim como o 111, também vem com amenidades padronizadas de alta categoria, incluindo um jardim para ioga, sala de jogos, centro de ginástica e concierge.Em Nova York, praticamente todos os grandes empreendimentos atualmente oferecem decks na cobertura e piscinas com raias: o do número 1.110 da Park Avenue,
em Upper East Side, Manhattan, oferece aos moradores um closet com chave para armazenagem de vinhos;
o número 400 da Park Avenue South tem uma sala de spinning e sauna; o número 255 da Hudson oferece aos moradores um chuveiro ao ar livre; o número 251 da 1st Street, um empreendimento de apartamentos em Park Slope, Brooklyn, oferece manobrista para carrinhos de bebê.Mas mesmo as melhores amenidades podem não ser suficientes para corrigir a retração do mercado, diz Jonathan Miller, presidente e CEO da agência de avaliação imobiliária Miller Samuel."O mercado está lento, por isso se presume que veremos uma batalha das amenidades", diz ele. "Eu acho que o foco sobre as amenidades vai mudar para itens que são muito mais pragmáticos".

SINDIMÓVEIS-PR / UNIMÓVEIS-PR: Rua Reinaldino S. de Quadros, 367 - Alto da XV - Curitiba-PR-  (41) 3095-5500

Copyright © SINDIMÓVEIS-PR. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por INTERATA